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A meditação ou atenção plena

na mudança de paradigma cultural e civilizacional em curso

A meditação ou atenção plena

O crescente interesse das sociedades laicas ocidentais pela experiência meditativa e contemplativa, com as inovadoras vias de transformação, acção e intervenção sábia e serena que a partir dela se abrem, constitui hoje um fenómeno histórico-cultural e civilizacional extremamente relevante.

O crescente interesse das sociedades laicas ocidentais pela experiência meditativa e contemplativa, com as inovadoras vias de transformação, acção e intervenção sábia e serena que a partir dela se abrem, constitui hoje um fenómeno histórico-cultural e civilizacional extremamente relevante. Nesse interesse conjugam-se a busca de uma via para o desenvolvimento espiritual e cognitivo-afectivo de cada um de nós, a demanda de uma resposta para a questão sempre premente de qual o sentido maior e mais profundo da vida e a necessidade de sarar as feridas psicológicas, sociais e ambientais decorrentes dos desequilíbrios e violências de um processo civilizacional em contradição com as leis fundamentais da natureza, da vida e do nosso ser mais profundo1.

Isto traduz-se pelo crescente número de pessoas que participam em workshops, cursos, retiros e outras formações de introdução e aprofundamento dos métodos meditativos-contemplativos e que iniciam uma prática regular em casa e nas suas vidas quotidianas. Isto traduz-se também na impregnação das mais diversas áreas da vida social e institucional pelas práticas meditativas-contemplativas e pela crescente divulgação, na comunidade científica e na comunicação social, dos seus benefícios psicossomáticos, terapêuticos, educativos, empresariais, sociais, ambientais e políticos (são cada vez mais frequentes os encontros e linhas de investigação académicos e científicos sobre meditação, ao mais alto nível, e as publicações científicas especializadas sobem em flecha2). Muitos destes benefícios são desde há milénios conhecidos no seio das diversas tradições espirituais, religiosas e sapienciais da humanidade, mas têm sido desde há cerca de 35 anos comprovados, no que respeita ao seu efeito sobre o cérebro e o organismo humanos, por

experiências científicas rigorosas, com recurso a imagens de ressonância magnética, tomografias axiais computorizadas e electroencefalogramas aplicados a meditadores experimentados e a principiantes. Se desde sempre a melhor prova dos efeitos benéficos da meditação é a transformação da consciência e da vida dos praticantes, evidentes em seres humanos, mulheres e homens, mais sábios, calmos, felizes e solidários com os outros humanos e todas as formas de vida, mesmo em circunstâncias externas fortemente adversas – com destaque para os grandes sábios e mestres da humanidade que fizeram de uma ou outra forma de meditação e prática espiritual o alimento fundamental das suas vidas - , a isto junta-se hoje a comprovação científica dos efeitos positivos da meditação, mesmo em principiantes, num vasto leque de domínios: na transformação estrutural e funcional do cérebro, na activação de redes neuronais e na sincronização de ritmos cerebrais nas ondas “gama”, no aumento do volume e da densidade da massa cerebral, na capacidade de reter mais informação e de a processar mais rapidamente, no desenvolvimento da memória, da concentração e da criatividade, na redução da insónia, do stress, da ansiedade, da depressão e do “burnout” (esgotamento), na menor activação da amígdala (área cerebral associada ao medo, agressividade e cólera), na prevenção de acidentes vasculares cerebrais e cárdio-vasculares (por diminuir a tensão arterial), no reforço do sistema imunitário e da resposta às infecções, na cura da psoríase, na redução da experiência da dor física, emocional e mental (com destaque para doentes oncológicos terminais), na gestão mais harmoniosa de situações adversas, de pressão e crise emocional, no retardar do envelhecimento das células e no aumento da longevidade, numa maior empatia e conexão com os outros (mesmo desconhecidos e membros de outras espécies), num comportamento mais responsável, amoroso, compassivo e pró-social3, no incremento da satisfação, da alegria de viver, do entusiasmo e do sentimento de se viver uma vida com sentido, etc4.

Existem duas abordagens terapêuticas com sucesso evidente – a Mindfulness-Based Cognitive Therapy (Terapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena) e a Mindfulness-Based Stress Reduction (Redução do Stress Baseada na Atenção Plena) – e a meditação está hoje no centro dos interesses da psicologia clínica, da terapia cognitiva, da psiquiatria, das ciências da saúde e da investigação neurocientífica de vanguarda, fornecendo algumas das provas mais conclusivas de uma das maiores descobertas científicas deste século: a plasticidade cerebral, a possibilidade do cérebro se renovar ao longo de toda a vida, o que é particularmente evidente pela prática da meditação. A experiência meditativa é também cada vez mais incontornável para a investigação sobre a natureza da consciência, obrigando a repensar os pressupostos materialistas e reducionistas no que respeita à relação entre mente, cérebro e corpo, pois o cultivo de certos estados mentais e emocionais, por via dos diferentes tipos de meditação, tem efeitos comprovados e com uma correspondente diversidade sobre o funcionamento cerebral e fisiológico. A meditação regular mostra também que podemos modificar voluntariamente os nossos padrões de percepção, pensamento e comportamento, mostrando ser possível mudar intencionalmente o nosso carácter, que hoje se sabe ser muito menos condicionado pela genética do que se pensava5. Há também quem sustente, como a professora Barbara Fredrikson, que a meditação permite modificar o ADN, nomeadamente a meditação sobre a bondade amorosa, pois “o amor, e a sua ausência, altera fundamentalmente a bioquímica na qual o nosso corpo está mergulhado”, alterando “os próprios caminhos pelos quais o nosso ADN se expressa no interior das nossas células”6. Perante todas estas evidências, não podemos senão subscrever a proposta recente de Matthieu Ricard de que a meditação e os métodos de atenção plena sejam integrados no programa de educação das crianças e dos jovens – como “uma espécie de equivalente mental da aula de educação física” – e no cuidado “terapêutico dos problemas emocionais dos adultos”7.

Por todos estes motivos, a meditação começa a fazer parte da vida de um crescente número de pessoas em todo o mundo, com destaque para o Ocidente, onde foi durante séculos ignorada ou esquecida e onde hoje começa também a penetrar em diversas instituições fundamentais, algumas das quais inesperadas, como as ligadas à economia e à política. Há cada vez mais escolas e professores (também em Portugal) de todos os níveis de ensino que começam as aulas com pequenas sessões de meditação, o que se verifica aumentar consideravelmente os níveis de atenção e de bom relacionamento na sala de aula e portanto a rentabilidade escolar (é sabido que um dos maiores problemas escolares é o défice de atenção). Há vários programas, formações de atenção plena e retiros para educadores, como aquele que tivemos o privilégio de fazer com Thich Nhat Hanh em Londres, em 2012. Vários hospitais, com destaque para os EUA e a Grã-Bretanha, recorrem à meditação para reduzir a dor pós-operatória e em pacientes oncológicos terminais, chegando a níveis de redução da dor acima dos 50%. Em muitas prisões são introduzidos programas de meditação, para reclusos e guardas prisionais, que permitem reduzir a tensão a que ambos estão sujeitos, melhorar as relações entre todos e preparar uma melhor reintegração na vida social (houve em 1994 uma experiência particularmente tocante e bem sucedida na maior prisão indiana, a de Tihar, com cursos de meditação vipassana, que continuam até hoje; a experiência deu lugar ao documentário premiado Doing Time, Doing Vipassana). Segundo notícia do Finantial Times, de 24 de Agosto de 2012, cerca de 25% das grandes empresas norte-americanas oferecem períodos e programas de 30 minutos a 1 hora de meditação no local e no horário de trabalho, com uma redução evidente das faltas por baixa médica, um aumento da motivação e eficácia dos funcionários e o consequente aumento da produtividade. Isto acontece por exemplo na General Mills e na Google, bem como na Sanyo, Mitsubishi e muitas outras empresas em todo o mundo. Banqueiros, agentes financeiros e gestores incorporam cada vez mais o cultivo da atenção plena para humanizarem a sua actividade e manterem as mentes abertas à “big picture”. A meditação é considerada fundamental para uma nova concepção e prática da liderança (a vice-presidente da General Mills, Janice Marturano, deixou a empresa em 2011 para criar o Institute for Mindfulness Leadership e escreveu um livro sobre o tema8) e da criatividade (vejam-se as declarações de Steve Jobs, cofundador da Apple).

A meditação também chegou à esfera da intervenção social e política. Congressos científicos sobre a importância da meditação para o trabalho, o activismo e a transformação sociais têm tido lugar nos EUA e na Europa e há institutos consagrados à questão, como o Garrison Institute. Cerca de cem membros do Parlamento Britânico, de várias forças políticas, reúnem-se hoje regularmente para praticar meditação em conjunto, numa iniciativa coordenada com três grandes universidades britânicas, que visa estudar os benefícios da meditação para os cuidados de saúde, a educação e o sistema de justiça criminal e na qual são acompanhados por ex-ministros e outros políticos. O objectivo é converter o Reino Unido numa “nação da atenção plena”, eco da proposta do congressista norte-americano Tim Ryan, que publicou em 2012 um livro, The Mindful Nation, onde advoga as múltiplas vantagens de se promover a prática da meditação na vida privada e pública dos seus concidadãos – na educação, na saúde, no exército, na economia - , considerando mesmo que disso depende o relançar do espírito da nação norte-americana. O autor leu a centena de páginas sobre atenção plena e política do livro de Jon Kabat-Zinn, Coming to Our Senses9 (que o editor enviou a todos os 535 membros do Congresso norte-americano), fez com o autor um retiro de atenção plena, assumiu uma prática diária e sentiu, enquanto político, o dever de propor a toda a nação os benefícios pessoais que encontrou. Como escreve na Introdução, após dizer que “uma revolução serena” e “pacífica” “está a acontecer na América”, com a “atenção plena” no seu “âmago”10:

“Escrevi A Mindful Nation para promover os valores de diminuir o ritmo de actividade, cuidar de nós mesmos, ser bondosos e ajudar-nos uns aos outros. Parece-me que se adoptarmos estes valores individualmente, isso beneficiar-nos-á colectivamente. E a nossa nação será um bocadinho melhor como resultado”11.

Como espelho de tudo isto, o Fórum Económico Mundial de 2014 em Davos teve a presença do cientista e monge budista Matthieu Ricard e do professor e neurocientista Richard Davidson, que falaram para as elites mundiais do poder político e económico sobre a importância da meditação para uma vida pacífica e feliz, tendo Matthieu Ricard orientado sessões matinais de meditação para os participantes. A Lesley University em Cambridge, Massachusetts, acaba de abrir uma pós-graduação em Mindfulness Studies, onde se estuda a teoria e a prática da atenção plena e se ensina a aplicar os recursos da meditação às profissões e “a estudos de caso sociais, culturais, históricos, organizacionais e políticos”. A edição de Novembro de 2014 da prestigiada revista Scientific American dedica a capa ao tema The Neuroscience of Meditation, com um artigo de Matthieu Ricard e dos neurocientistas Antoine Lutz e Richard Davidson sobre a mais recente pesquisa sobre os benefícios da meditação. A edição da TIME de Fevereiro do mesmo ano também dedicou a capa e um longo artigo ao que chama The Mindful Revolution (A Revolução Plenamente Atenta), onde salienta que a meditação está a tornar-se “mainstream” (“corrente dominante”), o assumido propósito do professor Jon Kabat-Zinn, o criador da Mindfulness-Based Stress Reduction: além de muitas das iniciativas já referidas, o artigo refere que em 2007 os norte-americanos investiram cerca de 4 biliões de dólares em terapias alternativas relacionadas com a atenção plena, que há hoje centenas de aplicações de atenção plena disponíveis no iTunes, que há um programa de atenção plena – Mindful Schools - que se expande entre os educadores e que a meditação já chegou ao exército, com o programa da professora Elizabeth Stanley, financiado pelo Departamento da Defesa, para tornar os Marines norte-americanos mais resilientes em situações stressantes de combate12 (claro que isto, a nosso ver, não deixa de ser um desvio e uma perversão da ética tradicional de não-violência associada à meditação, o mesmo aliás já cometido pelos samurais japoneses). Isto não contradiz que mestres com a reputação mundial de Thich Nhat Hanh façam retiros de meditação destinados a agentes de segurança, de modo a que possam exercer com atenção plena a sua actividade e serviço público de agentes da paz, serviço que considera aliás extensivo a todos nós13. O mesmo mestre foi recentemente convidado pela Google e pelo presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, para falar para líderes de negócios e orientou um dia privado de atenção plena para directores executivos de 15 das mais poderosas empresas da indústria tecnológica. No regresso à sua comunidade em Plum Village, declarou:

“Em todas as visitas, disse-lhes que têm de conduzir o negócio de forma a que a felicidade seja possível para todos na empresa. Para que serve ter mais dinheiro se sofremos mais? Eles devem compreender também que, se tiverem uma boa aspiração, tornar-se-ão mais felizes, porque ajudar a sociedade a mudar dá um sentido à vida”

E deixou um alerta quanto às verdadeiras intenções por detrás deste interesse empresarial pela meditação:

“Se consideramos a atenção plena como um meio para ter muito dinheiro, então não alcançámos o seu verdadeiro propósito. Pode aparentar-se à prática da atenção plena, mas no interior não há paz, não há alegria, não há felicidade. É apenas uma imitação. Se não sentimos a energia da irmandade, irradiando do nosso trabalho, isso não é atenção plena. […] Se somos felizes, não podemos ser vítimas da nossa felicidade. Mas, se temos sucesso, podemos ser vítimas do nosso sucesso”

Jamais se poderão sublinhar demasiado estas advertências, que devem ser ponderadas por todos nós neste momento em que a meditação começa a fazer parte da cultura dominante, com o risco de ser instrumentalizada para tornar as mentes mais focadas e eficazes na prossecução de fins não só mundanos, mas egocêntricos e pouco éticos. Ainda assim, cremos que vale amplamente a pena correr este risco inevitável, na medida em que a experiência meditativa pode sempre trazer um pouco mais de paz e de redução do sofrimento a cada pessoa, ao mesmo tempo que pode abrir as mentes para dimensões mais amplas e subtis de consciência, e por isso também mais empáticas com os outros, mudando substancialmente as nossas vidas. Se os fins mais nobres da meditação, em termos espirituais e éticos, podem ser corrompidos pela sua instrumentalização para promover mais eficazmente actividades que lhes são contrárias, também pode acontecer que motivações mais mundanas e limitadas e menos correctas sejam transformadas no decurso da experiência meditativa em propósitos mais generosos, pela capacidade que a meditação tem de nos abrir à dimensão mais profunda, sã e virtuosa de cada um de nós.

Apresentados todos os efeitos benéficos mas colaterais da meditação, devemos contudo dizer que nos parece evidente que o benefício superior da meditação – o de nos levar ao conhecimento experiencial da nossa natureza profunda, com a inerente abertura amorosa e compassiva para com todos os seres – inclui todos estes benefícios, ao passo que estes benefícios secundários, se forem visados como um fim em si e se neles nos detivermos, não nos conduzem necessariamente ao benefício superior.

- Paulo Borges, in O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral, Lisboa, Edições Mahatma, 2015.


1 “Enquanto o fosso ecológico se baseia num desconectar entre eu e natureza e o fosso social num desconectar entre eu e outro, o fosso espiritual-cultural reflecte uma desconexão entre eu (“self”) e Si (“Self”) – isto é, entre o nosso corrente “eu” e o futuro “Si” emergente que representa o nosso maior potencial. Este fosso é manifesto em números rapidamente crescentes de esgotamento e depressão, que representam o crescente fosso entre as nossas acções e quem realmente somos” – Otto SCHARMER / Katrin KAUFER, Leading from the Emerging Future. From Ego-System to Eco-System Economies, São Francisco, Berrett-Koelher Publishers, 2013, pp.4-5.

2 Vejam-se dois gráficos eloquentes em AAVV, The Mind’s Own Physician. A Scientific Dialogue with the Dalai Lama on the Healing Power of Meditation, editado por Jon Kabat-Zinn e Richard J. Davidson com Zara Houshmand, Oakland, Mind & Life Institute / New Harbinger Publications, 2011, p.7; AAVV, Mindfulness. Diverse Perspectives on its Meaning, Origins and Applications, editado por J. Mark G. Williams e Jon Kabat-Zinn, Londres/Nova Iorque, Routledge, 2013, p.2.

3 O Professor Paul Ekman cita vários relatórios científicos que mostram que as “práticas meditativas […] aumentam a compaixão para com os desconhecidos” e pondera as dificuldades da meditação ser promovida à escala mundial, “a não ser que fosse incorporada na educação escolar primária ou secundária”– Paul EKMAN, Moving Toward Global Compassion, São Francisco, Paul Ekman Group, 2014, pp.48-50.

4 Veja-se uma apresentação resumida de muitas das experiências que conduziram a estas conclusões em Matthieu RICARD, Plaidoyer pour l’Altruisme. La force de la bienveillance, Paris, NiL éditions, 2013, pp.274-289.

5 Referimos apenas alguns estudos e obras mais recentes que dão conta da investigação actual e das aplicações da meditação: Deane H. SHAPIRO / Roger N. WALSH, Meditation, classic and contemporary perspectives, Nova Iorque, Aldine, 1984; Daniel GOLEMAN, The meditative mind: The varieties of meditative experience. Nova Iorque, Tarcher, 1988; James H. AUSTIN, Zen and the Brain: Toward an Understanding of Meditation and Consciousness, Cambridge, MIT Press, 1999; T. BENNETT-GOLEMAN, Emotional Alchemy: How the Mind Can Heal the Heart, Harmony Books, 2001; AAVV, The experience of meditation: Experts introduce the major traditions, editado por Jonathan Shear, St. Paul, MN, Paragon House, 2006; Maria B. OSPINA, Kenneth BOND, Mohammad KARKHANEH, Lisa TJOSVOLD, Ben VANDERMEER, Yuanyuan LIANG, Liza BIALY, Nicola HOOTON, Nina BUSCEMI, Donna M. DRYDEN, Terry P. KLASSEN, "Meditation practices for health: state of the research", Evidence Report / Technology Assessment (Full Report), prepared by the University of Alberta Evidence-based Practice Center under Contract No. 290-02-0023) (Junho, 2007), 472 págs.; A. LUTZ, J. P. DUNNE e R. J. DAVIDSON, “Meditation and the neuroscience of consciousness: an introduction”, in AAVV, Cambridge Handbook of Consciousness, editado por P. Zelazo, M. Moscovitch e E. Thompson, Nova Iorque, Cambridge University Press, 2007; Matthieu RICARD, L’Art de la Méditation. Pourquoi méditer? Sur quoi? Comment?, Paris, NiL éditions, 2008; B. Alan WALLACE, Mind in the Balance. Meditation in Science, Buddhism, and Christianity, Nova Iorque, Columbia University Press, 2009; Id., Meditations of a Buddhist Skeptic. A Manifesto for the Mind Sciences and Contemplative Practice, Nova Iorque, Columbia University Press, 2012; AAVV, La espiritualidad a debate. El estudio científico de lo trascendente, tradução do inglês de David González Raga, Barcelona, Editorial Kairós, 2010, em particular Joan H. HAGEMAN, “No todas las meditaciones son iguales. Una breve revisión de las perspectivas, las técnicas y los resultados”, pp.298-309, com mais bibliografia especializada nas notas; Matthieu RICARD, “Neurociências e meditação”, Cultura ENTRE Culturas, nº2 (Lisboa, 2010), pp.82-86; Id., A Arte da Meditação, Lisboa, Pergaminho, 2011; AAVV, The Mind’s Own Physician. A Scientific Dialogue with the Dalai Lama on the Healing Power of Meditation, editado por Jon Kabat-Zinn e Richard J. Davidson com Zara Houshmand, Oakland, Mind & Life Institute / New Harbinger Publications, 2011; Jon Kabat-Zinn, Full Catastrophe Living: Using the Wisdom of Your Body and Mind to Face Stress, Pain, and Illness, Bantam, 2013 (edição revista); AAVV, Mindfulness. Diverse Perspectives on its Meaning, Origins and Applications, editado por J. Mark G. Williams e Jon Kabat-Zinn, Londres/Nova Iorque, Routledge, 2013; AAVV, Meditation – Neuroscientific Approaches and Philosophical Implications, editado por Stefan Schmidt e Harald Walach, Heidelberg, Nova Iorque, Dordrecht, Londres, Springer, 2014; Aux Origines de la Méditation. Les textes fondamentaux commentés, Le Point. Références (juillet-août 2014).

6 Cf. Barbara FREDRIKSON, Love 2.0. How our suprem emotion affects everything we feel, think, do, and become, Nova Iorque, Hudson Street Press, 2013, p.4.

7 Matthieu RICARD, Plaidoyer pour l’Altruisme. La force de la bienveillance, p.289.

8 Janice MARTURANO, Finding the Space to Lead: A Practical Guide to Mindful Leadership, Bloomsbury Press, 2014.

9 Jon KABAT-ZINN, Coming to Our Senses. Healing ourselves and the world through mindfulness, Hyperion, 2006.

10 Tim RYAN, A Mindful Nation: How a Simple Practice Can Help Us Reduce Stress, Improve Performance, and Recapture the American Spirit, Hay House, 2013, p.XVII.

11 Ibid., p.XVIII. Cf. também: “Se mais cidadãos puderem reduzir o stress e aumentar o desempenho – mesmo que apenas um pouco – serão mais saudáveis e mais resilientes. Estarão melhor equipados para enfrentar os desafios da vida quotidiana e chegar a soluções criativas para os desafios com que se confronta a nossa nação” – Ibid., p.XIX.

12 “The Mindful Revolution”, TIME, 3 de Fevereiro de 2014, pp.32-38.

13 Cf. Thich Nhat HANH, Keeping the Peace. Mindfulness and Public Service, Berkeley, Parallax Press, 2005.

Sobre o Autor

 Enquanto existir o espaço, enquanto aí existirem seres, possa eu também permanecer para dissipar todo o seu sofrimento. 

~ Shantideva

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