• Thich Nhat Hanh

CURSO ONLINE
DESCOBRIR O SENTIDO DA VIDA

UMA VIDA DE REALIZAÇÃO INTEGRAL - c/ PAULO BORGES

 
17 E 24 DE JUNHO
1, 8, 15 E 22 DE JULHO | 19H00 - 22H00

CURSO ON-LINE

INSCRIÇÃO

"Morre menos gente de cancro ou de coração do que de não saber para que vive;
e a velhice, no sentido de caducidade, de que tantos se vão, tem por origem exactamente isto: o cansaço de se não saber para que se está a viver"

Agostinho da Silva, As Aproximações

Inspirado na sabedoria filosófica, psicológica e contemplativa de várias tradições planetárias, e em particular nos ensinamentos tibetanos sobre os 5 elementos que tudo constituem - espaço, água, terra, fogo e ar - , este (per)curso oferece a experiência e informação fundamentais para se descobrir e iniciar, continuar ou aprofundar uma via de realização de todo o potencial de uma vida humana plena e desperta. O (per)curso assume como hipótese de trabalho que a causa principal da insatisfação e sofrimento humanos - patentes no aumento do sentimento de vazio existencial e comportamentos neuróticos de depressão, adição e agressão - é a frustração e repressão da aspiração profunda a vivermos uma vida com pleno sentido, orientada para um fim maior que a mera gratificação fugaz com o que não é garantido e que mais cedo ou mais tarde teremos de abandonar: sucesso exterior, riqueza material, poder, fama, reconhecimento, objectos de prazer, etc.

Na verdade, embora muitas vezes sem plena consciência disso, aspiramos a viver com um sentimento de florescimento e realização que não dependa da flutuação constante das circunstâncias favoráveis ou adversas. Aspiramos a descobrir e manifestar algo de mais profundo que pressentimos que somos e que aspira a romper a limitação da nossa auto-imagem e a superficialidade da vida convencional. Aspiramos a sentir que cumprimos uma vocação essencial, que nos faça viver a transição chamada "morte" com um sentimento de missão cumprida e abertura à continuidade da aventura da Vida. Este (per)curso assume como hipótese de trabalho que a descoberta do sentido profundo da vida passa por um despertar para a nossa natureza profunda e para as qualidades naturalmente presentes na experiência dos seus cinco aspectos e energias fundamentais: ser, saber, dar, amar, agir. Reconectar-nos com a nossa natureza sã e fundamental, por um recentramento na pura experiência de Ser, anterior à aparente separação entre o eu e o mundo, permite reconverter todas as suas manifestações disfuncionais, neuróticas e patológicas num estado de consciência desperta, luminosa, generosa, amorosa e criativa. Ou seja, feliz.

Este (per)curso oferece os fundamentos de uma formação integral, baseada no conhecimento experiencial do que é essencial nas áreas fundamentais da nossa vida, como alternativa a um modelo educativo socialmente dominante que se manifesta disfuncional, fragmentário e orientado para fins alheios à plena realização humana. Cremos ser esta a principal causa da crise mental, social e ambiental e do fracasso do modelo dominante de civilização, patente no crescimento exponencial de problemas de saúde mental, sobretudo depressão, particularmente graves em Portugal. O (per)curso tem também uma dimensão terapêutica, mais focada na redescoberta e reintegração da saúde fundamental do ser do que no mero tratamento parcelar das suas manifestações patológicas.

O (per)curso tem uma central dimensão vivencial e existencial, convidando-nos a questionar os nossos pressupostos mais enraizados e a ir além de uma abordagem intelectual, verificando por nós mesmos a validade das hipóteses de trabalho mediante a experiência meditativa e contemplativa. O (per)curso visa constituir o fundamento de uma nova cultura, baseada no comum cuidado do Ser em cada um de nós, em todas as formas de vida e na Terra. Em última instância, é uma Via em demanda do mistério da nossa natureza simultaneamente divina, cósmica e individual.

PROGRAMA:

I - Espaço (Ser e Entre-Ser) - 17 de Junho

  1. O espaço primordial, a concepção, a vida intra-uterina e o nascimento. Somos seres humanos ou espaço-consciência-energia vital em forma humana? Fomos concebidos e nascemos num mundo exterior ou damos a cada instante à luz a nós e ao mundo na matriz infinita do espaço incriado? Existimos como entidades separadas ou somos interdependentes de todos os seres e do universo? O nascer, a nostalgia do espaço intra-uterino e a saudade do / aspiração ao espaço primordial que nunca abandonamos. Absoluto e relativo: o infinito da consciência a auto-experienciar-se em todas as coisas. A vida como sonho e ilusão criadora.
  2. Consciencializar e sarar os traumas vindos do passado e recordar e regressar ao espaço-consciência, aqui-agora. Somos aquilo com que nos identificamos ou somos o que há antes de toda a identificação? Exercícios práticos de iniciação à experiência meditativa e contemplativa.
  3. Consciencializar todo o precioso potencial de uma vida humana. Como propiciar uma boa concepção, gestação e nascimento. A importância da infância, exterior e interior, e do cultivo das suas qualidades ao longo da vida.
  4. O que é fundamental transmitir às crianças? A meditação em família e na escola. Exercícios práticos.

II – Água (Saber) - 24 de Junho

  1. O que são a consciência e a mente? A diferença entre consciência e estados ou experiências mentais e emocionais. A importância de reconhecer primeiro que tudo aquilo que nos permite conhecer.
  2. O que é pensar? Os dois sentidos da palavra: a) pesar, avaliar, conceptualizar e quantificar; b) cuidar amorosamente.
  3. O que é ver? As formas fenomenais e o fundo sem fundo ou espaço ilimitado da consciência onde se manifestam em interdependência.
  4. O que é saber? A diferença entre conhecimento conceptual e sabedoria. Saber e saborear. Da vontade de objectivar e dominar o mundo para satisfazer interesses humanos ao conhecer a sua natureza e leis profundas e saber viver em harmonia com todas as manifestações da existência e da vida.
  5. Ver o mundo em todas as perspectivas possíveis e colocar-se mentalmente no lugar dos outros em vez de se fechar num só ponto de vista e pretender ter razão. A compreensão, a compaixão e a paciência como alternativa ao dogmatismo, ao fanatismo, à aversão e à ira.
  6. Sabedoria e ética: reconhecer e abandonar as acções mentais, verbais e físicas que gerem sofrimento e obscurecimentos da consciência e cultivar as suas opostas.
  7. A experiência da natureza luminosa da consciência e a atenção plena não-judicativa e não-conceptual ao corpo, sensações, fenómenos mentais e fenómenos externos. A paz mental e a natureza profunda da consciência: do autocentramento ao não-centramento.
  8. As leis fundamentais do mundo: mutação, interconexão, causalidade intencional.

III – Terra (Oferecer) - 1 de Julho

  1. O que é a riqueza? Somos sempre infinitamente ricos. Reintegrar a superabundância, fecundidade e gratuidade da vida. A infinidade do possível, a generosidade e a criatividade.
  2. A desconexão com a superabundância da vida e o autocentramento como origem da experiência da insatisfação, da escassez e da carência, da avareza e do consumo ávido. As consequências internas e externas disso, no plano pessoal, social e ambiental. A economia do dom e da partilha.
  3. Enraizamento, crescimento e expansão. Autoconfiança, segurança e nutrição.
  4. A importância de tocar, cheirar, saborear. A plena expansão da consciência e dos sentidos.
  5. Viver a vida com apreço, gratidão e regozijo e como celebração comunitária. Ser generoso e equânime como a Terra. Oferecer tudo o que existe e toda a nossa experiência para o bem de todos os seres. Exercícios meditativos.

IV - Fogo (Amar) - 8 de Julho

  1. O que é o amor? O nascimento, o corte do cordão umbilical, a vulnerabilidade e a amamentação. Amar e mamar: o seio-fonte e a fome-sede ávida; o dom incondicional de si e a carência; o outro como sujeito e o outro como objecto. A mão que apoia, cuida e acaricia e a mão que pretende agarrar, possuir e prender. Amor ou apego?
  2. Cortámos o cordão umbilical? O medo, a insegurança, a dependência vital e afectiva do recém-nascido e da criança e o problema do seu prolongamento ao longo da vida. As actualizações do seio materno e da chucha. O que queremos verdadeiramente dizer quando dizemos “Amo-te”: “Quero o que for melhor para ti, comigo ou sem mim” ou “Quero que me alimentes, me satisfaças e me faças feliz”?
  3. Sofre-se por amor ou sofre-se por não se saber amar e confundir-se amor com apego, seja no amor parental, na amizade ou no amor passional? Os vários níveis da experiência amorosa, dos mais obscuros e condicionados ao mais livres e conscientes.
  4. Comunicação e comunhão. Escutar e falar amorosamente. Colocar-se emocionalmente no lugar dos outros.
  5. O amor, o erotismo e a sexualidade. Como orientar a sua energia para o despertar da consciência e para o bem de todos os seres como alternativa à sua instrumentalização para a reprodução, a manipulação do outro e o prazer fugaz.
  6. Como transformar a possessividade e o apego em amor incondicional e universal? Como cultivar relações íntimas simultaneamente abertas ao bem do mundo. Sugestões para uma vida amorosa, erótica e sexual mais plena e desperta. Exercícios meditativos

V - Ar (Agir) - 15 de Julho

  1. O que é agir? Acção como libertação e acção como condicionamento. A acção como agitação, a acção como reacção, a acção estratégica, instrumental e utilitária e a acção desinteressada, espontânea e criativa. A acção como meio para um fim e o agir como fim em si mesmo, livre dos conceitos de sujeito, acção e objecto. A acção egocêntrica e competitiva e a acção generosa, cooperativa e altruísta. Agir não agindo.
  2. O agir mental, verbal e físico. A importância da intenção. As acções, as omissões e os seus efeitos, sobre o agente, os seres vivos e o mundo.
  3. A ética do agir. Saber o que fazer e o que evitar, em função da lei de causalidade e do comum desejo de felicidade e não-sofrimento de todos os seres sencientes.
  4. Os fins disfuncionais e autocontraditórios do agir competitivo e egocentricamente motivado (pelo sucesso, poder, fama, riqueza material, protagonismo, reconhecimento, prazer, etc.) e o agir em prol do bem de todos os seres.
  5. Acção, criatividade, espontaneidade e sabedoria. Exercícios e exemplos práticos.

VI - Espaço (Morrer-Reintegrar) - 22 de Julho

  1. O que é a morte? O que é morrer? A morte como metamorfose e reintegração e o nascer-morrer a cada instante da vida.
  2. A morte, as crises e as experiências-limite. A morte como dissolução da experiência / visão convencional do mundo. A morte, o adormecer e o sonhar.
  3. A morte em vida ao viver uma vida rotineira, funcionalizada, nociva e/ou sem sentido. A morte e a normose da consciência.
  4. A morte física como regresso ao espaço-consciência primordial, anterior à concepção e ao nascimento, no qual toda a vida se processa. A preparação da morte pelo desprendimento libertador de todas as identificações, apegos e aversões. Cultivar em vida o reconhecimento e o repouso no espaço- consciência primordial. Reconhecer a vida e a morte como sonho e ilusão e Despertar. Exercícios meditativos e contemplativos.
  5. O acompanhamento na dor, na doença e nos estados terminais. O acompanhamento compreensivo, amoroso e pacificante no momento da morte, adequado às singularidades, características, necessidades e capacidades de cada moribundo.
  6. Informações, sugestões e exercícios práticos.

PAULO BORGES

Paulo Borges segue a via do Buda desde 1983 segundo as tradições Nyingma e depois Kagyu do budismo tibetano, tendo actualmente como principal mestre Mingyur Rinpoche. Integra a partir de 2012 os ensinamentos de Thich Nhat Hanh da escola Linji (Rinzai) do budismo Ch’an / Zen. É também aluno do médico e professor budista tibetano Nida Chenagtsang.
Integra os programas de formação da Comunidade Internacional de Meditação Tergar, sob a orientação de Mingyur Rinpoche. Líder de prática no Grupo de Prática Tergar de Lisboa. Professor de meditação e filosofia budista desde 1999, tem orientado centenas de aulas, cursos, workshops e retiros em todo o país. Professor de Filosofia da Religião, Pensamento Oriental e Filosofia e Meditação na Faculdade de Letras Universidade de Lisboa. Professor de Medicina e Meditação na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Cofundador e ex-presidente da União Budista Portuguesa (2002-2014). Ex-presidente e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Cofundador e presidente do Círculo do Entre-Ser. Cofundador e presidente da MYMA, Associação para a Cultura Contemplativa. Cofundador dos Projectos Visão Pura e Viagens do Despertar.
Tradutor de livros budistas e autor e organizador de 57 livros, entre os quais O Budismo e a Natureza da Mente (2006, com Carlos João Correia e Matthieu Ricard), O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (organizador, com Duarte Braga) (2007), Descobrir Buda (2010), Quem é o Meu Próximo? (2014), O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral (guia prático de meditação) (2015), Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente (2017), Meditação, a Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência (2017), Vazio e Plenitude ou o Mundo às Avessas (2018) e O Sorriso do Buda (2020).

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Como se processa a inscrição online e que formas de pagamento tem ao seu dispor?

  1. Através do link abaixo é direccionado para a página de inscrição da actividade
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  8. Surge um quadro que diz “Pagar com cartão de débito ou crédito”
  9. Coloque os dados do cartão que quer usar para o pagamento e clique em “Continuar”
  10. Note que pode não conseguir fazer este tipo de pagamento com cartão de débito ou crédito com sucesso. Caso isso aconteça deverá fazê-lo necessariamente por Paypal.
  11. Após o pagamento, receberá um email com toda a informação para aceder às actividades nas datas e horários determinados.

INSCREVA-SE AQUI:

https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_Qhid7TzpQ6a3tOHzlLtTMw

CONTRIBUIÇÃO:

Valor: 70€

Uma real indisponibilidade financeira não é impeditiva.
Contacte-nos se for o caso.

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Qualquer dúvida contacte-nos enviando email para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


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 Enquanto existir o espaço, enquanto aí existirem seres, possa eu também permanecer para dissipar todo o seu sofrimento. 

~ Shantideva

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