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MEDITAÇÃO
Na Educação

 
Actualmente as salas de aula tendem a ser um espelho daquilo que se vai passando na sociedade. Há uma panóplia de condições que influenciam negativamente as famílias, onde se incluem as crianças e jovens, como sejam desemprego, dificuldades financeiras, divórcios, doenças físicas e mentais, depressões, vícios, dependências e violência sob várias formas, entre outras.

Alunos e professores carregam consigo para a escola as experiências e vivências do seu quotidiano, tornando-se muito difícil que estas não condicionem o que se vai passando dentro da sala de aula. Aliado a estas condições está o stress enfrentado tanto pelos alunos como pelos professores e pelos pais, que se debatem diariamente com tensões e preocupações decorrentes, frequentemente, da pressão que se vive no ambiente escolar, demasiado orientado para o sucesso educativo ao nível das aprendizagens.

Nas salas de aula os alunos estão mais desatentos, desconcentrados, desmotivados, sem gosto pela aprendizagem, o que leva a que os professores se sintam também eles próprios desmotivados relativamente à profissão e tensos nesta relação com os alunos e com os pais. Os problemas comportamentais aumentam e consequentemente a violência, seja ela física ou verbal, tende também a aumentar. A qualidade das aprendizagens decai, originando fracos resultados escolares e proporcionando um sentimento de ansiedade e de mal-estar geral.

Os adultos exigem às crianças que elas se concentrem, mas não lhes ensinam como. O ritmo instável do mundo moderno, as múltiplas tarefas para realizar, as distracções que diariamente bombardeiam as mentes dos mais pequenos (e dos crescidos também…) como os telemóveis, a internet, a televisão,… tornam ainda mais difícil que consigam estar conscientes das suas acções físicas, verbais e mentais. Tal como diz B. Allan Wallace, vivemos no mundo do défice de atenção e hiperactividade.

O interesse pelo conceito de Atenção Plena no Ocidente teve início, em 1979, com o trabalho de Jon Kabat-Zinn, ao aplicar práticas de Atenção Plena com os seus pacientes, para minimizar os efeitos das doenças e dores crónicas, no seu programa de MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction), redução do stress baseado na Atenção Plena. O conceito de Atenção Plena experimenta actualmente uma enorme popularidade no mundo ocidental, com especial destaque para os Estados Unidos da América, mas esta tendência está já a alargar-se a muitos outros países.

Cientistas e académicos têm demonstrado o seu crescente interesse por este conceito e proliferam os estudos, teses e publicações sobre as mais diversas aplicações que o mesmo pode assumir, desde o campo da saúde e da justiça, até à política e à educação, debruçando-se também esses estudos sobre os potenciais impactos que a prática de Atenção Plena pode ter na vida das pessoas. Prova desta expansão é o Mindfulness Research Guide, uma base de dados referencial que agrega as publicações produzidas nos últimos quinze anos na área da Atenção Plena.

A crescente investigação acerca da utilização da Atenção Plena com adultos sugere que se revela eficaz na promoção da saúde mental e do bem-estar. Este interesse nestas abordagens estende-se agora às crianças e adolescentes.

Os estudos científicos feitos neste âmbito têm demonstrado que a aplicação da Atenção Plena em contexto educativo pode trazer os seguintes benefícios:

  • Suporte da prontidão para aprender;
  • Promoção do desempenho escolar;
  • Reforço da atenção e concentração;
  • Redução da ansiedade antes dos testes;
  • Promoção da auto-reflexão e relaxamento;
  • Melhoria da participação na sala de aula, mediante o controlo da impulsividade;
  • Redução do stress;
  • Incremento da aprendizagem social e emocional;
  • Promoção de comportamentos pró-sociais e de relacionamentos saudáveis;
  • Criação de um sentimento de bem-estar geral.

Todos os estudos na área do bem-estar documentam que as nossas vidas aceleradas e em piloto automático estão directamente relacionadas com o incremento de casos de depressão e perda de autocontrolo. Os neurocientistas têm demonstrado que o nosso cérebro é “moldável” e que esta plasticidade cerebral é maior durante o período de crescimento das crianças, por isso fornecer-lhes ferramentas que as ajudem nesta fase da vida a compreenderem-se melhor a si próprias e aos outros e a obter um maior bem-estar pode ter um maior impacto no seu bem-estar e saúde mental no futuro, na idade adulta. Perante todas as evidências que a ciência tem demonstrado, é imperativo despertar desde cedo a dimensão ética do ser humano, mediante o desenvolvimento de qualidades como a empatia e a compaixão, a consciência e a introspecção.

Paradoxalmente, apesar do reconhecimento pelas mais diversas instituições que o desenvolvimento de competências sócio-emocionais e que o desenvolvimento da atenção e da concentração mediante a aplicação de técnicas de Atenção Plena poderão ter um papel preponderante no bem-estar geral dos indivíduos, apenas se têm dado pequenos passos neste sentido, em contexto educativo, por parte daqueles que gerem as políticas educativas. Há que apostar fortemente na formação de professores neste âmbito, assim como criar comunidades de prática, que envolvam alunos, professores, pais, técnicos especializados e auxiliares de educação, de forma a constituírem-se redes de apoio e de partilha onde todos sintam que estão a desenvolver o seu potencial e a ajudar os outros a fazer o mesmo.

O Círculo do Entre-Ser está empenhado em levar esta prática contemplativa até aos vários agentes educativos, de forma a promover um maior bem-estar em toda a comunidade educativa, nomeadamente:

  • Professores e educadores;
  • Alunos;
  • Assistentes operacionais;
  • Pais e encarregados de educação;
  • Técnicos de serviço social e psicólogos.

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 Enquanto existir o espaço, enquanto aí existirem seres, possa eu também permanecer para dissipar todo o seu sofrimento. 

~ Shantideva

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