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MEDITAÇÃO
Na Saúde

 
No que respeita à saúde, a sociedade ocidental orientou-se durante muito tempo para uma prestação de cuidados centrada no profissional de saúde, na doença ou nos meios complementares de diagnóstico.
Mesmo quando centrada na doença, era notável a propensão dos profissionais de saúde para a resolução de sinais e sintomas físicos em detrimento da disponibilidade para o conforto e bem-estar mental dos pacientes.

Hoje em dia, apesar de ainda permanecer um rasto desta abordagem, os profissionais de saúde, gestores de unidades de saúde e cidadãos em geral começam a confiar numa abordagem mais inteira e centrada no utente. Tendo em conta que as doenças não surgem espontânea e isoladamente, mas agregadas a um conjunto de circunstâncias e factores de risco, a sociedade tem vindo a formar uma visão gradualmente mais alargada e holística, a fim de poder manter a saúde dos cidadãos em níveis desejáveis e para poder responder eficazmente às doenças.

Nas últimas décadas, a comunidade médica e científica tem vindo a sublinhar a importância de contemplar alguns factores de risco que eram outrora desconsiderados. O stresse, por exemplo, é considerado hoje em dia como um sério factor de risco a ter em conta no processo saúde-doença, uma vez que precipita a formação de uma panóplia de doenças e impede a sua resolução. Assim, muito se tem feito para combater o stresse e outros factores de risco, de tal forma que a produção e o consumo de ansiolíticos e antidepressivos tem vindo a aumentar, em simultâneo com um aumento notável da prevalência da ansiedade e de sintomas depressivos, condicionados por uma conjuntura cultural, social e económica particulares.

Como forma de responder a esta epidemia da sociedade moderna, várias unidades de saúde compreenderam a importância de integrar uma abordagem mais natural e menos dependente do consumo de substâncias, sendo que algumas práticas contemplativas têm vindo a ser cada vez mais requisitadas. Actualmente, já há mais de 720 hospitais, clínicas e organizações autónomas em todo o mundo a oferecer a prática de atenção plena ou meditação mindfulness, a qual tem sido objecto de uma investigação científica com crescimento exponencial nas últimas décadas. Este interesse da comunidade científica resulta sobretudo dos benefícios que esta prática tem apresentado num abrangente leque de contextos.

A atenção plena é uma qualidade natural ao ser humano, é uma forma de nos relacionarmos directamente com o que está a acontecer na nossa vida, agora mesmo. A sua aplicação consiste em observarmos a nossa experiência, momento a momento, de um modo consciente, voluntário e não avaliativo. A prática continuada proporciona a capacidade de assumirmos uma parte mais activa e menos reactiva na nossa vida, deixando gradualmente de usar mecanismos de resposta automática e passando a agir de uma forma mais livre, informada e coerente.

No que respeita às neurociências e à influência da prática da atenção plena sobre o cérebro, as investigações levadas a cabo nesta última década, com recurso a Imagiologia de Ressonância Magnética Funcional, têm demonstrado associações estatisticamente significativas entre a prática da atenção plena e um aumento da actividade do córtex pré-frontal esquerdo, ligado a sentimentos de bem-estar, optimismo e felicidade. Também se verificou um aumento da massa cinzenta no hipocampo (ligado à memória contextual e visual-espacial) e no córtex cingulado posterior (ligado à mediação das interações entre as emoções e a memória), entre outros. Por outro lado, demonstrou-se também a inibição de centros cerebrais do sistema límbico associados à reação de “luta ou fuga” e ao stress que a ela corresponde, designadamente ao nível da amígdala cerebral.

Tem-se demonstrado igualmente que a prática da atenção plena está associada a uma melhoria na imunidade, no padrão de sono, na modulação do sistema nervoso autónomo, na redução da frequência de enxaquecas, na redução da tensão arterial, na melhoria de sintomas associados à insuficiência cardíaca, na atenuação da resposta inflamatória e de sintomas cutâneos da psoríase, no controlo da dor, na reabilitação de doentes com AVC, na qualidade de vida, na doença oncológica, na cessação tabágica, nos distúrbios alimentares, na prevenção da recorrência de depressões, no atraso do envelhecimento celular, etc. Tem-se verificado também uma melhor regulação emocional e uma maior capacidade de empatia.

A prática da atenção plena pode resultar em sinergias notáveis se for empregue também por outros intervenientes no processo saúde-doença, uma vez que facilita a optimização das relações humanas, a eficácia da gestão de conflitos, a resiliência e a eficiência, a motivação e o vigor laboral, a concentração e a criatividade, etc.

Assim, esta prática está também indicada para familiares e entes queridos dos utentes, estudantes e profissionais de saúde.

O Círculo do Entre-Ser está empenhado em levar a Atenção Plena aos vários intervenientes no âmbito da saúde a fim de promover o maior bem comum, nomeadamente:

  • Administradores de cuidados de saúde;
  • Profissionais de saúde - médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas;
  • Estudantes;
  • Familiares e entes queridos dos utentes;
  • Cuidadores, em geral.

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 Enquanto existir o espaço, enquanto aí existirem seres, possa eu também permanecer para dissipar todo o seu sofrimento. 

~ Shantideva

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